Why so green and lonely?

. 14.3.08
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Passou algum tempo desde que ouvi esta música pela última vez. De certa forma, é a continuação de anos e anos daquele lugar comum que é o som urbano-depressivo dos Radiohead... com um videoclip um tanto ou quanto campestre. Ou spooky, seja.

"There There" uma das minhas músicas favoritas dos Radiohead. Vindo de um fã, isto é quase risível. Ainda estou para conhecer um tipo que goste tanto da música como eu. Lembro-me até de me pedirem uma vez o meu top 5 de Radiohead... e de a meter lá para o meio. Vejam a loucura.

Sinceramente, não sei se é top 5 ou não - pouco interessa, até porque nunca sei muito bem o que escolher para o top 5 - mas é definitivamente boa.

Ah! E por mais que me digam que não é música de espiões... a verdade é que é. Ora reparem na guitarra lá mais para a frente.

E se os Pavement voltassem?

. 10.3.08
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Era bom, não era? Pois bem, aparentemente, essa possibilidade não está completamente posta de parte. Stephen Malkmus parece ser o mais reticente. Quanto aos outros citados, parecem estar bastante interessados numa eventual reunião.

Está na moda: Led Zeppelin, The Police, The Smashing Pumpkins e até as Spice Girls já experimentaram. Depois das Spice desistirem, o passo natural era serem os Pavement a tentarem fazer alguma coisa das suas vidinhas.

Fala-se numa reunião para celebrar os 20 anos da banda e da Matador... mas parece-me ser só uma ideia e não haver nada de concreto. Se houver, melhor.



Cortem o cabelo!

Tristeza

. 9.3.08
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Algum dia imaginaram ler aqui um texto sobre uma banda americana desconhecida? Imagino que sim. Mas alguma vez pensaram ler aqui um texto sobre uma banda americana que se enquadre numa espécie de punk-rock/emo/whatever? Eu diria que não (e espero que não).

Mas eis que chega o dia (noite). Desta feita, falo-vos dos Slowride. Não quero falar muito deles porque nem sequer lhes acho muita piada. Porquê? Por causa do punk-rock/emo/whatever.

No entanto, há uma música (sim, uma!) que me obrigou a tentar fazer marosca no eMusic (a tentar repetir os 25 downloads gratuitos que aquilo dá como trial) e a pagar mais pelo álbum do que pagaria se o tivesse comprado no iTunes (porque o eMusic funciona por subscrição mensal). Ou seja, para além de não gostar especialmente deles... paguei por um álbum completo! Podia ter comprado o CD na loja da editora: saía-me mais barato. Ainda estou traumatizado com isto... porque só gosto mesmo daquela música. Ando atrás deste álbum desde que a ouvi num dos dois podcasts que subscrevo. Já agora, recomendo-os vivamente: dêem lá uma vista de olhos em IndieFeed.

Destaco apenas que ouvi a música para aí em 2006. A data que me aparece no iTunes para o lançamento deste episódio específico do podcast é 3 de Maio. Imagino que tenha sido por esses dias. Provavelmente, nesse dia específico ou no seguinte. Procurei nos sites de P2P (não façam downloads ilegais, amigos; como vêem, não se encontra tudo) umas duas ou três vezes... e nada. Então lá tentei a marosca com o eMusic, que, deixem-me dizê-lo, acho ter uma lógica interessante (a da subscrição, portanto).

Gosto da música, nem sei bem porquê. É gira... mas não ao ponto do esforço que lhe dediquei. Mas agora já está, pronto. Chama-se "Rust Killer" e está no álbum C / S, de 2006. Procurem-na por aí ou ouçam um excerto no MySpace da banda.

Caraças.

Ligeiramente off-topic: vão ao site da Deep Elm, editora dos Slowride, e comprem 3 CDs e recebam 20. É o que lá diz: estou tentado a experimentar.

Se eu fosse parvo, diria que foi há 36 anos...

. 19.2.08
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Por fim, peguei no 1972. Como sabem, fui ao último concerto dele na Aula Magna e foi bonzinho. Pop feita com bom gosto e sem grandes picos, a música do Josh Rouse tende a ser um pouco inócua. Ainda assim, e após recomendação do João (que abandonou o barco mas não se afogou), lá tratei de dar um (tardio) salto ao maravilhoso mundo deste mestre do easy listening indie.

Vá, não vou dizer que gostei de tudo. Há ali umas quantas coisas dispensáveis ("James", se não estou em erro, é uma delas) mas o que há de bom compensa definitivamente o menos bom.

De "Love Vibration" lembrava-me eu do concerto ("And you people all know what I'm talking about...") por causa do singalong generalizado (do qual fiquei obviamente de fora por ignorância) e acho-lhe piada. Para além disto, há dois lugares comuns que fazem muita diferença nas primeiras (e seguintes) impressões acerca de um álbum:

1. Primeiro tema;
2. Último tema.

Pois bem, o que acontece em 1972 é que o álbum abre muito bem com "1972" e termina em igual registo com "Rise". Na primeira, um refrão catchy e um letra engraçada (gosto muito do verso "Spanish girl with a tattoo"... Acho que é porque calha bem no sítio onde está) fazem maravilhas. A última tem é um final mais intenso, matreiro, que deixa saudades.

E talvez seja só por isso que apetece voltar ao álbum mais umas vezes. Porque apetece mesmo.

O que é National é bom

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(Como é que nunca me tinha lembrado deste trocadilho idiota?)

Breaking radio silence (o que é que isto me faz lembrar...?) just to say that...

Os National vão passar ali pela Aula Magna no dia 11 de Maio, mais coisa menos coisa.


Obrigado, senhores.



Actualização:
Ao que parece, existem mais uns quantos blogs (pelo menos) com o mesmo trocadilho. Lembrei-me de fazer uma pesquisa no Google... e encontrei títulos iguais. Presto-lhes aqui a devida homenagem pela ideia... e pelo bom gosto.

Dois anos depois

. 3.2.08
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O britânico Scott Matthews lançou Passing Stranger em Fevereiro de 2006. Até agora, é o seu único álbum editado e, até agora, só o tinha ouvido de raspão. Com excepção de “Elusive”, a melhor música do álbum, só tinha passado pelo álbum numa daquelas noites em que a música é pano de fundo a qualquer outra actividade no computador.

Pois bem, dois anos depois do lançamento lá decidi que valia a pena ouvir. E vale. A voz é assustadoramente parecida com a do Jeff Buckley e a música, às vezes, também bebe um bocadinho da dele. Nick Drake é outra presença garantida neste disco. Todo ele num estilo folk levezinho, Passing Stranger é um disco de momentos. Das 17 músicas do álbum, teria de haver algumas que sobressaíssem. Pois bem, a já referida “Elusive” e “Passing Stranger” são duas delas. Por outro lado, há interlúdios perfeitamente dispensáveis… mas o que ele lança é lá com ele.

Ouve-se bem. Como se ouve bem Josh Rouse, por exemplo. Fica o vídeo de “Elusive” para terem uma ideia.

O blog mais aborrecido do mundo apresenta...

. 2.2.08
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Será que já vos falei aqui da "Last Flowers"? Hmm...

Pois bem, eis que me chegaram às mãos o CD e o vinil Jigsaw Falling Into Place, primeiro single do mais recente dos Radiohead. Das cinco faixas que totalizam os dois discos, já conhecia quatro.

2 x "Jigsaw Falling Into Place" + "Down Is The New Up (Live From The Basement)" + "Videotape (Live From The Basement)"

Pois bem, faltava a versão só ao piano de "Last Flowers". Já tinha ouvido, há muito tempo, a versão à guitarra da tal vigília de protesto em que o Thom Yorke participou. Resumindo: fiquei fã, perdi a esperança de a voltar a ouvir, saiu no CD bónus de In Rainbows e foi a melhor música do ano.

Depois de, no álbum, haver uma versão com piano e guitarra... só faltava mesmo a versão ao piano. É o que há aqui. Creio ser a menos boa das 3... mas ainda assim.

Vale toda a espera do mundo.